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sexta-feira, 2 de março de 2012

Filme da Semana - O Artista

Nos primeiros minutos de O Artista a sensação de entrar em uma experimentação de imersão de realidade como o Holodeck de Jornada nas Estrelas ou a Sala de Perigo dos X-Men.  Brincando com os limites da linguagem e explorando a gramática do filme mudo dentro do roteiro, que trata do ocaso dos profissionais que não se adaptaram a chegada do som nos filmes. Michel Hazanavicius consegue transportar a audiência a experimentar  a sensação de assistir a um filme no final dos anos 20 no cinema. O último filme mudo a ser lançado nos cinemas foi A Última Loucura de Mel Brooks em 1976.
Ao escolher uma história derivativa, com reminiscências de O Crepúsculo dos Deuses (não por acaso a reverência do diretor a Billy Wilder  na entrega do Oscar de melhor filme) e Dançando na Chuva, Hazanavicius se afasta de qualquer releitura pós-moderna e abraça com vontade a ingenuidade intrínseca as narrativas dos primórdios do cinema. Essa decisão é ao mesmo tempo seu combustível criativo e ancora estética, mas a segurança e apreço a detalhes como o não uso do zoom, uma tecnologia que não existia na época e a proporção da projeção em 1.33:1, tornam o filme uma pequena jóia para cinéfilos.
Os atores Jean Dujardin e Berenice Béjo são dois trunfos do diretor que submergirem na linguagem corporal de ícones como Douglas Fairbanks e  Joan Crawford.
O Artista não é o melhor filme feito em 2011, porém é a experiência cinematográfica mais surpreendente.
Depois de acreditar que um homem podia voar em Superman, que um hacker pode se desviar de balas em Matrix e que dinossauros voltaram a caminhar na terra em Jurassic Park, algo impressionante aconteceu novamente - ver o público do século 21 se divertindo com um filme silencioso e em preto e branco. 

 
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