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sexta-feira, 9 de março de 2012

Filme da Semana - Poder Sem Limites


Em 2000 o cineasta  M. Night Shyamalan  criou um dos melhores filmes sobre super-heróis em De Corpo Fechado (Unbreakble), onde a trama apresentava a questão: " e se um super-homem existisse no mundo real?". O diretor e co-roteirista Josh Trank segue essa trilha ao contar uma história simples sobre a ascenção do mal em um coração corrompido pelo poder em Poder Sem Limites (Chronicle).
Max Landis (filho do diretor John Landis), também autor do roteiro, mostra seu conhecimento sobre o universo fantástico usando referências diretas ao mangá Akira e tangência o drama supernatural de  Carrie - A Estranha. De forma subliminar o roteiro manipula arquétipos de histórias de origem como O Homem-Aranha  e espera até o último frame para revelar um inesperado arco sobre heroísmo.

De Corpo Fechado
A escolha do estilo de filmagem semi-documental e cru dos found-footages é controversa, e pode ser percebida como um mero truque, mas se justifica por enfatizar a justaposição de situações extraordinárias em um cenário  cotidiano.  Ao conectar a posição das câmeras com o desenvolvimento dos poderes dos personagens, Trank consegue romper os limites inerentes em  filmes semi-realistas como Cloverfield e Atividade Paranormal e alça vôo visualmente.
O universo dos super-heróis vem sendo desconstruído a exaustão nos quadrinhos desde o início dos anos 80 e com Poder Sem Limites os arquétipos da jornada do herói são reorganizidos na tela grande com uma interessante reflexão sobre a sedução do poder.  

Na campanha de lançamento do filme, Max Landis lançou o hilário curta The Death and Return of Superman, uma análise sobre os efeitos negativos deixados no imáginario popular e na indústria dos quadrinhos após golpe publicitário criado pela editora DC Comics em 1992.



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