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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Frankenweenie É Uma Lembrança Cinzenta de Quando Tim Burton era Um Cineasta Original

Burton se Diverte>>>
No ano de 1984, um curta metragem em preto e branco chamado "Frankenweenie",   fazia uma releitura sobre a história de "Frankenstein" escrita por Mary Shelley. Na época a Disney considerou o curta muito perturbador para crianças e o deixou no limbo (eventualmente "Frankenweenie" entraria nos extras do DVD de "O Estranho Mundo de Jack"). Quase trinta anos depois, Tim Burton retorna ao estúdio que uma vez o rejeitou, para recontar a história do jovem Victor que decide trazer de volta a vida Sparky, seu cachorro de estimação. No lugar de atores, o cineasta escolheu dirigir uma animação stop-motion em 3D, que proporciona uma tensão menor quando se costura um fábula sobre amizade com a reanimação de cadáveres.


Em "Frankenweenie", o diretor de "Edward Mãos de Tesoura" e "Ed Wood", se reaproxima da estilo expressionista e das estranhezas que fizeram seu nome, usa o crédito acumulado com os bilhões de dólares que o temível "Alice no País da Maravilhas" rendeu para a Disney e se diverte homenageando seus heróis do cinema. Sem pudor de alienar o público infantil, os gostos bizarros de Burton se manifestam com a decisão de usar preto e branco em uma animação em stop-motion, criatura em extinção nas salas de cinema, preservada atualmente graças aos esforços dos estúdios Laika e Aardman. 

O roteirista John August, habitual colaborador do diretor,  expandiu as idéias que Leonard Ripps e Tim Burton estabeleceram no curta original  de 27 minutos e criou uma história calcada na nostalgia, repleta de referências as produções da Hammer e outros filmes de terror. Duas das melhores homenagens estão no professor de ciências (na voz de Martin Landau) inspirado no lendário Vicent Price e o prefeito Burgermeister, modelado a partir do vilão Burgermeister Meisterburger de "A Verdadeira História de Papai Noel", animação em stop-motion que Rankin/Bass Productions lançou para a TV em 1970.





Winona Ryder que não trabalhava com o diretor desde Edward Mãos de Tesoura interpreta a voz da vizinha gótica, Elza Van Helsing, o sumido Martin Short faz a voz do pai de Victor entre outros personagens. O compositor Danny Elfman em sua 15ª parceria com o diretor fez a trilha, evocando "O Lobisomem" de 1941.



Apesar do charme intrínseco de "Frankenweenie", em sua adaptação de um clássico do horror transportado para uma cidade americana nos anos 1950, dos easter eggs para cinéfilos, existe algo que simplesmente não se conecta ao longo da história do garoto excêntrico que descobre como reviver os mortos. O longa têm elementos fascinantes, além da nítida paixão da equipe pelo projeto, mas o que garante o cão desmorto fique inteiro até o final é a qualidade artesanal da animação e uma fugaz lembrança dos bons tempos que o esquisito Tim Burton era garantia de originalidade. 


Nota 6,5

É curioso observar que 2012, várias animações de estúdios americanos foram abrir os porões e tumbas do cinema de terror  para contar histórias lúgubres para crianças. Além de  "Frankenweenie", "Valente", "Paranorman" e "Hotel Transilvânia" colocaram zumbis, bruxas, vampiros e outras criaturas das trevas como protagonistas de aventuras nem sempre coloridas.

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