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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Roteirista de 'O Homem de Aço' defende um Super-Homem que pode matar


Desejo de Matar>>>
Em um evento recente o roteirista David S. Goyer comentou sobre a regra não escrita que impediria o Super-Homem de matar. Se você esteve dando voltas em torno da Terra nos últimos meses e não sabe para onde essa notícia está levando, seguem spoilers sobre o final de "O Homem de Aço"

No ato final do filme, o personagem foi forçado a tomar uma decisão controversa, que gerou e continua alimentando discussões entre os fãs do herói. Além da devastação de Metropolis causada pelo combate entre Super-Homem e o General Zod, o roteiro colocou o Homem de Aço tendo que matar seu antagonista. 

A idéia geral entre quem não gostou da solução encontrada pelo filme é que o Super-Homem, simboliza o que o ser o humano teria de melhor, e o assassinato não é algo associado ao herói.  Apesar de o Super-Homem ter matado antes nos quadrinhos, as consequências sempre deixaram marcas profundas no personagem, como no arco criado por John Byrne onde a mente do herói desenvolve uma segunda personalidade depois que ele se torna o carrasco dos kryptonianos de um universo alternativo.
Super-Homem matando nos quadrinhos.
David S. Goyer , no entanto , discorda. O escritor de "Batman Begins", "O Homem de Aço" e o vindouro "Batman vs Superman",  falou recentemente sobre a decisão. Ele não acredita que o conceito do  Super-Homem não matar não seria necessariamente válido para os filmes . O roteirista também sugeriu que o ato terá ramificações no futuro, em filmes como "Batman vs Superman". 

Em uma palestra do BATFA and BFI Screenwriters, Goyer  falou sobre a polêmica de "O Homem de Aço" :
"Tínhamos  certeza de que seria controverso. Não é que estivéssemos nos iludindo, e  não fizemos apenas para ser legal . Sentimos , que no caso de Zod ,  queriamos colocar o personagem em uma situação impossível   diante de uma escolha impossível. 
Esta é uma área , e tendo escrito quadrinhos, é aí onde discordo com alguns dos meus companheiros escritores de quadrinhos, 'Superman não mata' é uma regra que existe alheia à narrativa e simplesmente não acredito em regras como essa. Acredito que quando você está escrevendo cinema ou televisão,  não pode confiar em uma muleta ou regra que existe alheia à narrativa do filme. 
Então, a situação era  Zod dizendo: "Eu não vou parar até você me matar ou eu te mato. "De fato  não existe prisão no planeta que poderia segurá-lo e, em nosso filme Super Homem não poderia voar para a Lua, e não queríamos usar esse tipo de desculpa.
O nosso filme foi de certa forma um 'Superman Begins', ele não é realmente o Super-Homem até o final do filme. Queríamos que ele tivesse essa experiência de tirar uma vida e aproveitar isso nos próximos filmes. Porque ele é  o Super-Homem e porque as pessoas o idolatram ele terá que se colocar em padrões mais elevados"
Só não entendi a parte sobre ele não poder voar até Lua e levar a briga para lá. afinal eles voaram na orbita da Terra, mas os comentários de Goyer  levantam algumas questões e confirmam certas teorias sobre o destino do personagem nos próximos filmes.  Realmente o primeiro filme mostra um Super-Homem verde ainda aprendendo a lidar com seus poderes, e o roteirista leva a entender é que a morte de Zod vai assombrar o herói ao longo dos anos, e sua escolha de poupar vidas acima de tudo, vai nascer dai.

É interessante quando filmes acrescentam novas idéias a mitologia estabelecida, mas o que incomodou em "O Homem de Aço", não foi a decisão de executar o Zod, mas a forma como foi realizada. Os comentários de Goyer na verdade dão uma dimensão que o filme não foi capaz de transmitir naquele momento decisivo. Fica a torcida para que os próximos filmes essas questões sejam melhor elaboradas. 

Via Slashfilm e Digital Spy
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