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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Crítica: 'Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses' é uma reunião com velhos amigos de infância


Genki Dama>>>
Após um hiato de 17 anos sem uma nova animação  de "Dragon Ball", a Toei Animation e  de Akira Toriyama decidiram criar uma história inédita como vingança contra as atrocidades cometidas na adaptação live acton "Dragon Ball: Evolution". "Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses"  acontece no período da "década perdida" que separa  as edições 517 e 518 do mangá original, cerca de cinco anos após a lendária batalha contra o maligno Majin Boo, quando surge um novo antagonista, Bills o Destruidor de Mundos, uma divindade adormecida há décadas que se espanta ao descobrir que o poderoso Freeza, responsável pela extinção do planeta Vegeta, foi derrotado por um  Sayajin chamado  Goku. Intrigado com o fato e recordando um sonho premonitório onde enfrentava um Super Sayajin elevado a condição de um deus, Bills cruza o universo em busca de respostas sobre a existência de tal criatura.
Os Kaioshins, criaturas espirituais que mantém um constante vigília sobre o universo percebem que bilhões de vidas  estão em perigo a medida que  Bills se aproxima, mas Goku, o Kakaroto sem noção, vê na entidade apenas mais uma boa chance para testar os limites dos seus poderes. No entanto nem mesmo o poder das esferas do dragão reunidas poderia se equiparar a força desse novo inimigo e herói vai ter que encontrar uma nova forma para evitar a iminente destruição do mundo.

Há muito afastado dos personagens que criou, Toriyama serviu como consultor criativo do filme que teve roteiro  de  Yūsuke Watanabe e foi dirigido por Masahiro Hosoda, um veterano de animes que começou nos anos 80 trabalhando na série Cavaleiros do Zodíaco. Apostando na nostalgia dos fãs, o longa animado conta com participações de velhos conhecidos dos primeiros mangás como o Rei Pilaf , Piccolo, Mestre Kame e Sr Satan e o Sr Kaioh do norte entre vários outros personagens. Nesse ponto a versão brasileira foi sábia em usar toda a equipe de dubladores originais.

Situado cronologicamente entre eventos importantes do universo de Dragon Ball, o longa metragem encapsula os temas de destruição e renascimento desenvolvidos por  Toriyama  ao longo de mangás e animes.  Entregando  boas piadas e criando tensão pelo esperado combate com o Deus da Destruição, essa história inédita  vai fazer mais sentido na cabeça  dos iniciados na mitologia.  Mas apesar das referencias ajudarem, o poder do filme repousa no carisma desses personagens que fazem parte do imaginário brasileiro desde que o primeiro kame hame ha foi apresentado em 1996, no  anime exibido pelo SBT.

 

Inconsequente e calcado mais na pantomima do que em batalhas épicas, "Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses" enfrenta bem o desafio de entreter mesmo para  quem não tem muita intimidade com os diferentes de níveis de poder dos Super Sayajins e outros detalhes intricados desse vasto  folclore. Apesar de alienar um pouco a audiência no início ao apresentar os novos personagens Bills e Whis , ao longo da trama o filme ganha relevância ao contextualizar a temática recorrente  nas aventuras de Goku e cia como amizade, superação e sacrifício. E o desfecho  faz um desvio  e rompe com a expectativa de um típico conflito de Dragon Ball oferecendo uma solução inusitada para uma ameaça que parece impossível de ser derrotada.

Seguindo o mesmo formato 2D convencional do seriado televisivo e com apenas alguns efeitos em computação gráfica, a animação que custou cerca de 600 mil dólares, se aproxima da marca do 40 milhões de dólares em arrecadação nas bilheterias ao redor do planeta. Em retrospecto a vingança de Toriyama foi um ótimo negócio.

"Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses"  estreia nos cinemas brasileiros  nessa sexta-feira, 11 de outubro. 

Nota 7,0 

Veja  o trailer abaixo:

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