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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ben Affleck comenta sobre seu papel em 'Batman vs Superman' com a Playboy


Playboy, Bilionário e Filantropo>>>
Conversando com a Playboy, Ben Affleck falou detalhadamente sobre a decisão de aceitar o manto do Cavaleiro das Trevas na sequência de "Homem de Aço". Na entrevista feita ha dois meses e publicada na última edição da revista, o ator fala sobre as reações negativas dos fanboys e o que o atraiu no projeto, mesmo sabendo do desafio de ser comparado com os filmes recentes de Christopher Nolan. 

PLAYBOY: Quando a Warner te chamou para ser o Batman, a internet explodiu de forma hostil. Depois de superar adversidades na carreira e ganhar o Oscar de melhor filme com “Argo”, a sua reação inicial foi do tipo: “De novo não” ou “Foda-se"?

AFFLECK: Nenhuma das duas na verdade. Eu já esperava essa reação. A Warner me disse: "Você deve saber onde está se metendo." Eles me mostraram as reações à outras pessoas que tinham interpretado esses papéis. Eles disseram que é assim e que essa é a tendência natural inicialmente.

PLAYBOY: O que te convenceu?

AFFLECK: Quando me perguntaram se eu gostaria de ser o Batman, eu disse que não me vejo no papel e que eu teria que ser incluído fora dessa. Eles disseram que eu me encaixava exatamente em como abordariam o personagem e me pediram para ver para o que o escritor e diretor, Zack Snyder, estava fazendo. O material era incrível.

PLAYBOY: Por quê?

AFFLECK: Era uma visão única sobre Batman que permanece consistente com a mitologia. Fiquei animado. De repente eu tinha uma leitura do personagem. Quando as pessoas virem, vai fazer mais sentido do que faz agora, ou mesmo do que fez para mim no começo.

PLAYBOY: Como o seu Batman vai ser diferente dos outros, especialmente do interpretado por Christian Bale?

AFFLECK: Eu não quero dar muitas pistas, mas a ideia para o novo Batman é redefini-lo de uma forma que não vá competir com a versão de Bale e Chris Nolan, mas que ainda exista dentro da iconografia do Homem Morcego. Será uma versão mais madura e mais sábia, especialmente no que se refere ao Super-Homem de Henry Cavill.


PLAYBOY: Como a reação hostil dos fãs te atingiu?

AFFLECK: Entendo que estou em desvantagem com a internet. Se eu achasse que o resultado seria outro “Demolidor”, eu estaria lá protestando também (risos).  Por que  eu faria o filme, se  não achasse que seria bom e que eu poderia fazer direito?

PLAYBOY: Como você teria tratado isso uma década atrás, quando as coisas não estavam indo tão bem?

AFFLECK: Eu provavelmente teria sido mais sensível. Eu tinha menos perspectiva do que agora. Aprendi que não importa o que as pessoas pensam antes de um filme sair, o que importa é o que as pessoas pensam quando veem o filme. Há muito ruído por ai, e a internet amplia essa energia. Meu foco é a execução do filme. Será que eu teria essa perspectiva 10 anos atrás? Não sei. O mundo era diferente. Parece-me estranho criticar o elenco, se você ainda não leu o roteiro e não sabe o tom ou a levada. Mas o elenco de projetos de grande exposição gera atenção negativa, é divertido dar o seu voto positivo e negativo. Tive o luxo de fazer recentemente “Argo”, “Atração Perigosa” e “A Grande Virada”, filmes que não têm muita exposição. Você tem o luxo de esperar até o filme ser lançado antes de ser julgado. Aprendi a pensar  que eu posso ter sucesso ou falhar  mas vou fazê-lo no mérito dos meus próprios instintos. É um negócio bem complicado dessa forma. Você faz um filme que é bem sucedido, você capitaliza um pouco  em cima dessa vitória, e então você recomeça do zero, e tem que se provar mais uma vez. Gosto disso porque me motiva a trabalhar mais. Fiquei emocionado com a recepção que “Argo” teve. Foi uma das maiores experiências profissionais da minha vida. Estou muito feliz por estar trabalhando com David Fincher em “Gone Girl” e  o próximo filme que  vou dirigir,  “Live by Night”, que será um grande épico moral sobre gangsters.

PLAYBOY: Você deu uma virada na carreira interpretando George Reeves em “Hollywoodland - Bastidores da Fama”, um filme sobre como a carreira do ator foi destruída depois de ter sido estereotipado como Super-Homem. Você aprendeu alguma lição que te preparou para viver outro ícone que veste uma capa?

AFFLECK: Quando George Reeves foi  o Super-Homem existiam apenas três canais de TV, e a série foi icônica. Agora, existem muito mais opções. Você vê os atores fazendo de tudo, desde curtas no YouTube até filmes de grande orçamento. Além disso, seriados te fazem refém por longos períodos. Minha esposa esteve em uma série por cinco anos. É a mesma coisa com Jon Hamm em “Mad Men”. É compreensível que você possa se tornar refém de um papel. Em filmes? Olhe para o Robert Downey Jr. Ele é capaz de ser brilhante em “Homem de Ferro” e “Os Vingadores”, mas também pode fazer “Sherlock Holmes”.

PLAYBOY: George Clooney manteve uma foto de si mesmo, como o Batman na parede do escritório como um lembrete do que pode acontecer quando você aceita um papel por conta do dinheiro e da fama. Se você tivesse uma foto  dessas em seu escritório, qual filme você usaria?

AFFLECK: Eu provavelmente teria dois ou três. (risos) Seria difícil escolher. O único filme que eu realmente lamento é o “Demolidor”. Ele acaba comigo. Amo a história, o personagem, e o fato de que ele ter se ferrado do jeito que aconteceu, ainda está comigo. Talvez seja parte da motivação para fazer o Batman.

Leia a entrevista na íntegra e em inglês aqui

Via CBM


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