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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Lista dos melhores filmes que passaram nos cinemas em 2013


Acabou se o que era Doce
Desceram os créditos, as luzes se acenderam e as portas do cinema feito em 2013 se fecharam na lembrança. Chegou a hora da tradicional lista dos melhores filmes que chegaram no Brasil desde o distante e igualmente quente janeiro do ano passado. Tanto no terreno explosivo dos blockbusters como nos campos intimistas do cinema autoral, tivemos grandes promessas que não se cumpriram. Como a fila não para, vamos direto ao ponto, sem chorar pelo que as distribuidoras escolheram lançar em 2014 ("O Lobo de Wall Street", "Ela" e "12 Anos de Escravidão"). É  tempo de celebrarmos as produções que mais acertaram em suas narrativas e deixaram uma impressão duradoura na cabeça.

Veja a lista abaixo:

11. Ferrugem e Osso
Jacques Audiard



A intensa jornada de um casal improvável: um leão de chácara e uma treinadora de um parque aquático, conta com a brutalidade e a dureza da vida para contemplar ângulos surpreendentes do amor. O cineasta Jacques Audiard adaptou o roteiro a partir da série de contos reunidos na antologia "Rust and Bone", do escritor canadense Craig Davidson, alterando o gênero do protagonista para criar um jogo simbiótico entre um homem tacanho e uma mulher que tenta se erguer dos seus escombros físicos e mentais.


10. Universidade Monstros
Dan Scanlon



Em um ambiente de rivalidades estudantis, a história cruza os caminhos da dupla e confronta suas personalidades reciclando com charme velhos conflitos sobre aceitação. Dan Scanlon, move a história em um ritmo afiado. E executa bem o desafio de apresentar uma animação sobre criaturas monstruosoas que não pode assustar muito os pequenos,  se mantendo na linha tênue entre a fofura e o horripilante. O roteiro foge da solução óbvia e oferece uma reflexão bonita sobre a reconstrução de um sonho, e faz a ponte entre os dois filmes da série. Simples e redondo, "Universidade Monstros" aspira ser mais do que apenas uma chance de espremer milhões e surpreende contando um história divertida onde já se conhece o futuro dos personagens.


9. Rush - No Limite da Emoção
Ron Howard


Biografias nem sempre trazem de fábrica as peças ideais para se encaixarem no chassi de um filme, mas quando mais uma história sobre rivalidade, determinação e superação é adaptada para o cinema, impressiona que tenha levado quatro décadas para isso acontecer. Ron Howard é um cineasta competente, que muitas vezes tangencia o lugar comum, mas tem seus raros momentos onde faíscas de grandeza se elevam sobre seus trabalhos. Desde "Apollo 13" que o diretor não equilibrava emoção e tensão sem derrapar pelo guard rail do sentimentalismo.


8. Questão de Tempo
Richard Curtis


A sinopse e os trailers anunciam um filme fofo na escola do realismo fantástico de “Feitiço do Tempo” ou “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, mas ao poucos a história vai revelando, entre as camadas dessa torta em forma de coração, um libelo ao amor entre pais e filhos. “Questão de Tempo” transmite com sutileza uma tocante meditação sobre as consequências de nossas decisões.
Crítica


7. Thor: O Mundo Sombrio
Alan Taylor


Ao terminar com uma briga de respeito diante de um inimigo realmente ameaçador,  o filme  afasta   para outra galáxia a má fama dos desfechos anti-climáticos do Marvel Studios. "Thor: O Mundo Sombrio" diverte e surpreende com boas doses de tensão, deixando um gancho perfeito para a continuação. Facilmente é o segundo  melhor produto  da Marvel, superando  os feitos do primeiro "Homem de Ferro", ao converter cada watt do Mjolnir em uma aventura bem amarrada, que dá ao seu protagonista grandes desafios e mostra como o personagem amadureceu ao longo dos filmes, abraçando seu legado como protetor do universo. 
Crítica

6. Invocação do Mal
James Wan

Um dos arquitetos do terror de baixos custos e grandes resultados, James Wan deu um passo à frente na estética gore de "Jogos Mortais" nesse compêndio de sustos do terror sobrenatural. "A Invocação do Mal" costura os truques de "Poltergeist", "O Exorcista" e "Horror em Amityville", e mesmo os clichês mais desgastados conseguem causar legítimos gritos de medo. 


5. Amor
Michael Haneke


Chegar até o final de um trabalho do cineasta austríaco é um desafio exasperante, no qual os sobreviventes são deixados com questionamentos nada trivais ecoando no fundo da cabeça. "Amor" é uma obra madura que contrapõe com sobriedade os arquétipos de eros e thanatos, amor e morte, forças primordiais na mitologia grega entrando em um conflito constante, onde a pulsão da vida tem que encontrar a melhor forma de enfrentar sua finitude.
Crítica

4. A Caça 
Thomas Vinterberg 


Um dos fundadores do Dogma 95, o dinamarquês Vinterberg já passou da fase de exercícios cinematográficos, e a cada ano produz filmes mais densos e sóbrios. Em "A Caça"  ele acompanha a via crúcis de um homem que sofre uma falsa acusação em uma pequena cidade. Mads Mikkelsen, é uma presença soberba no centro desse buraco negro emocional. 


3. Killer Joe – Matador de Aluguel
William Friedkin



William Friedkin, diretor de clássicos dos anos 70 como "O Exorcista" e "Operação França", esteve fora do radar mas nunca parou de produzir trabalhos interessantes. Na segunda parceria como o dramaturgo e roteirista Tracy Letts, Friedkin adapta a peça homônima "Killer Joe", um soco no estômago em forma de cinema. Caminhando pelos recantos mais sombrios da sociedade, "Killer Joe" eviscera a moral e os bons costumes. Cercado por um elenco fabuloso e p
ersonificando o personagem título,  Matthew McConaughey consolida a virada na carreira,  se filiando ao panteão dos grandes interpretes da sua geração.

2. Django Livre
Quentin Tarantino


A sanguinolenta catarse de "Django Livre" é um filme empolgante, que mira no entretenimento, manipulando os signos cinematográficos que o modelaram para chutar mais uma vez o balde da realidade e da exatidão histórica. 
Crítica

1. Gravidade
Alfonso Cuarón


O diretor mexicano usou os melhores recursos técnicos para criar uma experiência cinematográfica perfeita para ser apreciada na tela grande. Gravidade é o maior espetáculo visual lançado no cinema em 2013. A narrativa simples e direta, que poderia ser considerada seu ponto mais fraco, serve confortavelmente para contar uma história sobre o desejo de continuar respirando.
Crítica
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